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Entrevista Obmepeira com o hexagold Luca Escopelli #04

Você conhece alguém que já ganhou uma medalha de ouro em alguma olimpíada? E alguém que ganhou duas? Ou três? Pois o convidado de hoje passou dessa marca há vários anos!

Na entrevista de hoje dessa série que pretendemos conhecer a história de vida das personalidades do mundo olímpico no Brasil, trouxemos um convidado que conseguiu o que o seleção brasileira está tentando há anos… O HEXA!

Conheça a história de Luca Escopelli, um dos hexamedalhistas de ouro na OBMEP 🙂

1. Para começar, conte um pouco de sua história.

Sou o estudante Luca Escopelli nascido em Porto Alegre – RS. Desde pequeno sempre fui muito curioso e interessado em saber como as coisas funcionam. Minha família sempre me apoiou e incentivou, o que desenvolveu meu raciocínio lógico desde pequeno. Lembro, de quando tinha por volta de 5 anos, que meu tio me fazia perguntas de multiplicação e eu pensava por um tempo e respondia sempre certo. Esse incentivo desde cedo fez com que eu desenvolvesse um grande interesse por matemática e foi a base para meu estudo dessa matéria fascinante.

2. Como foi o seu primeiro contato com as olimpíadas?

Meu primeiro contato com olimpíadas ocorreu em 2012 quando entrei no colégio militar. 2 anos antes eu ja tinha começado a estudar matemática para o concurso, então meu nível já estava um pouco acima do padrão. Quando teve a prova da OBMEP eu não sabia da existência dessas olimpíadas e fiz a prova como qualquer outro. Quando descobri que tinha passado de fase que fui comecar a entender o sistema olímpico, conhecer pessoas que já participavam e me interessar no assunto. Estudei mais e no fim daquele ano recebi o resultado de que tinha ganhado ouro na minha primeira OBMEP. Esse resultado me motivou bastante a me envolver no meio olímpico e surgiu uma meta na minha mente: ganhar ouro nas 7 edições da OBMEP que posso participar. (Se eu tinha conseguido na primeira, porque não nas outras?)

3. Quais prêmios já ganhou e quão importantes foram eles para você?

Ao longo dos anos ganhei alguns prêmios. Atualmente, tenho 6 ouros na OBMEP e 1 ouro na OBM, além de algumas medalhas regionais – 2 bronzes na ORM (Olimpíada Regional de Matemática da grande Porto Alegre) – e uma prata na canguru. Esses prêmios foram muito importantes para me incentivar a continuar estudando. Além disso, eles me permitiram conhecer vários amigos de diferentes lugares do Brasil em cerimônias, além de me proporcionarem reconhecimento e bolsas de estudo.

4. Como você estudou/estudava para olimpíadas?

Eu normalmente estudo refazendo provas antigas para saber os conteúdos cobrados e ter noção de em que preciso reforçar e buscar informação. Em caso de dúvidas, normalmente, pergunto para algum professor que possa esclarecer.

5. Qual dica você daria para quem vai se preparar para as próximas olimpíadas?

A dica que eu daria para quem está se preparando é de refazer algumas provas antigas e depois ver as soluções apresentadas para pegar as ideias. Além disso, ver onde estão as dúvidas e focar o estudo nesses conteúdos com ajuda de professores e/ou livros.

6. Como as olimpíadas transformaram a sua vida?

As olimpíadas transformaram minha vida oferecendo oportunidades que eu não imaginaria ter sem elas. Desde conhecer outras pessoas e outras culturas em momentos de descontração até ampliar meus estudos para maiores oportunidades. Não consigo imaginar como seria minha vida se eu não tivesse entrado nesse caminho em 2012.

7. Quer acrescentar algo que não foi dito?

Queria ressaltar a importância das olimpíadas e como elas mudaram positivamente a vida de diversas pessoas. Além de pedir para as escolas, os professores e os pais incentivarem seus alunos/filhos a participarem dessas provas capazes de transformar vidas.

 

Veja o vídeo da entrega da 6ª medalha de ouro de Luca agora em 2018 que recebeu das mãos do Medalha Filds Cédric Villani! (O vídeo pode não carregar em conexões lentas)

 

Fundador e Diretor Geral

Natural de Maracaí no interior paulista, tem 18 anos e está em processo de preparação para o Vestibular do ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Criou a Obmepeiros em novembro de 2015 e coordenou a Olimpíada Brasileira Virtual de Matemática até 2018.

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